The Latest

 
jun. 19, 2013 / 37 notas
19/6/13 - Fernando Collor
Em 1979, foi nomeado prefeito de Alagoas pelo Governo Militar. Passados três anos, Collor foi eleito deputado federal pelo PDS (Partido Democrático Social).
No ano de 1986, concorreu e venceu as eleições para governador de Alagoas. Nas eleições presidenciais de 1989, Fernando Collor se filiou ao desconhecido PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Contrariando os prognósticos daquela disputa eleitoral, Fernando Collor venceu as eleições e se sagrou como o primeiro Presidente da República eleito pelo voto direto após o fim da ditadura militar.
Logo depois de sua posse, Collor criou um plano de recuperação da economia arquitetado pela ministra Zélia Cardoso de Mello. O Plano Collor previa uma série de medidas que injetariam recursos na economia com a alta de impostos, a abertura dos mercados nacionais e a criação de uma nova moeda (Cruzeiro). Entre outras medidas, o Plano Collor também exigiu o confisco das poupanças, com valores superiores a 50 mil cruzeiros, durante um prazo de dezoito meses. 
A recepção negativa do Plano Collor pelos setores médios e pequenos investidores seria apenas o prenúncio de uma série de polêmicas que afundariam o governo. Além de não alcançar as metas previstas no plano econômico, Collor ainda se envolveria em um enorme escândalo de corrupção. Conhecido como Esquema PC, as práticas corruptas do governo Collor foram denunciadas pelo próprio irmão do presidente, Pedro Collor, e publicadas nos mesmos órgãos da imprensa que tinham dado apoio à sua candidatura. 
Com uma crise econômica somada a uma crise política, Collor foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que conseguiu provar as irregularidades a ele atribuídas. Sem nenhuma base de apoio, Collor ainda foi pressionado por uma imensa campanha estudantil que exigia o fim de seu mandato. Com seus rostos pintados de verde, amarelo e preto estudantes de diferentes cidades do país se mobilizaram no movimento conhecido como Caras Pintadas. Em 29 de setembro, por 441 a 38 votos 25, a Câmara vota pelo impedimento do presidente, que renuncia antes de ser condenado.
Collor foi sucedido pelo vice-presidente Itamar Franco que exercia o cargo interinamente desde o afastamento em 2 de outubro. Depois ingressou no Superior Tribunal de Justiça visando reaver os direitos políticos, preservados pelo fato de que sua renúncia ocorreu antes de aberta à sessão que decidiu pela condenação, mas em dezembro de 1993 o STJ manteve-o inelegível e inapto ao exercício de cargos e funções públicas.  Entretanto em julgamento realizado um ano depois o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Collor e Paulo César Farias,acusados do crime de corrupção passiva.

Seis meses depois Collor mudou-se para Miami, onde permaneceu até 1998 quando retornou ao Brasil. Nesse tempo o ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, foi encontrado morto em Maceió ao lado da então namorada Susana Marcolino. Apesar das dúvidas, inconsistências e teorias conspiratórias, o laudo pericial divulgado declarou vítima de crime cometido pela namorada, que a seguir teria cometido suicídio.
Em 2002 disputou o governo do estado de Alagoas, sendo derrotado em primeiro turno pelo governador Ronaldo Lessa. Quatro anos mais tarde foi eleito senador por Alagoas, tendo derrotado Lessa. Assim conquistou um mandato de oito anos iniciado em 1 de fevereiro de 2007. No dia seguinte à posse como senador deixou o PRTB e ingressou no PTB a convite de Roberto Jefferson.
No dia 8 de Junho de 2007 recebeu o título de cidadão da Paraíba, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado.
No dia 4 de março de 2009, Collor se tornou o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.

No dia 2 de setembro de 2009, foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras para ocupar a cadeira de número 20, deixada pelo médico Ib Gatto Falcão, falecido no ano anterior. Collor recebeu 22 dos 30 votos. A votação foi secreta. Oito acadêmicos votaram em branco.
Em 10 de maio de 2010, anunciou que é pré-candidato ao Governo de Alagoas pelo PTB apoiado por cinco partidos (PRB, PSL, PHS, PMN e PTC). Em sua campanha, declarou apoio a Dilma Rousseff, dizendo ser apoiado também por ela e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, seu jingle, que possui o trecho "é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor" causou grande constrangimento na campanha do PT, que indicou o vice na chapa do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).

Em seguida, uma decisão do TRE-AL proibiu Collor de citar os nomes de Lula e de Dilma em suas propagandas eleitorais. Apesar de omitir ambos os nomes na nova versão, Collor deixou implícita a mensagem de que Dilma e Lula o apoiam em Alagoas. "Não adianta, o povo sabe quem tá apoiando quem. O povo tá decidido e vai apoiar também". Collor perdeu a disputa para Teotônio Vilela Filho, reeleito Governador de Alagoas.
"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"
"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"
"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"
Vamos tirar mais corruptus, agora acabou a farra!
- M
jun. 19, 2013 / 2 notas

19/6/13 - Fernando Collor

Em 1979, foi nomeado prefeito de Alagoas pelo Governo Militar. Passados três anos, Collor foi eleito deputado federal pelo PDS (Partido Democrático Social).

No ano de 1986, concorreu e venceu as eleições para governador de Alagoas. Nas eleições presidenciais de 1989, Fernando Collor se filiou ao desconhecido PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Contrariando os prognósticos daquela disputa eleitoral, Fernando Collor venceu as eleições e se sagrou como o primeiro Presidente da República eleito pelo voto direto após o fim da ditadura militar.

Logo depois de sua posse, Collor criou um plano de recuperação da economia arquitetado pela ministra Zélia Cardoso de Mello. O Plano Collor previa uma série de medidas que injetariam recursos na economia com a alta de impostos, a abertura dos mercados nacionais e a criação de uma nova moeda (Cruzeiro). Entre outras medidas, o Plano Collor também exigiu o confisco das poupanças, com valores superiores a 50 mil cruzeiros, durante um prazo de dezoito meses. 

A recepção negativa do Plano Collor pelos setores médios e pequenos investidores seria apenas o prenúncio de uma série de polêmicas que afundariam o governo. Além de não alcançar as metas previstas no plano econômico, Collor ainda se envolveria em um enorme escândalo de corrupção. Conhecido como Esquema PC, as práticas corruptas do governo Collor foram denunciadas pelo próprio irmão do presidente, Pedro Collor, e publicadas nos mesmos órgãos da imprensa que tinham dado apoio à sua candidatura. 

Com uma crise econômica somada a uma crise política, Collor foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que conseguiu provar as irregularidades a ele atribuídas. Sem nenhuma base de apoio, Collor ainda foi pressionado por uma imensa campanha estudantil que exigia o fim de seu mandato. Com seus rostos pintados de verde, amarelo e preto estudantes de diferentes cidades do país se mobilizaram no movimento conhecido como Caras PintadasEm 29 de setembro, por 441 a 38 votos 25, a Câmara vota pelo impedimento do presidente, que renuncia antes de ser condenado.

Collor foi sucedido pelo vice-presidente Itamar Franco que exercia o cargo interinamente desde o afastamento em 2 de outubro. Depois ingressou no Superior Tribunal de Justiça visando reaver os direitos políticos, preservados pelo fato de que sua renúncia ocorreu antes de aberta à sessão que decidiu pela condenação, mas em dezembro de 1993 o STJ manteve-o inelegível e inapto ao exercício de cargos e funções públicas.  Entretanto em julgamento realizado um ano depois o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Collor e Paulo César Farias,acusados do crime de corrupção passiva.

Seis meses depois Collor mudou-se para Miami, onde permaneceu até 1998 quando retornou ao Brasil. Nesse tempo o ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, foi encontrado morto em Maceió ao lado da então namorada Susana Marcolino. Apesar das dúvidas, inconsistências e teorias conspiratórias, o laudo pericial divulgado declarou vítima de crime cometido pela namorada, que a seguir teria cometido suicídio.

Em 2002 disputou o governo do estado de Alagoas, sendo derrotado em primeiro turno pelo governador Ronaldo Lessa. Quatro anos mais tarde foi eleito senador por Alagoas, tendo derrotado Lessa. Assim conquistou um mandato de oito anos iniciado em 1 de fevereiro de 2007. No dia seguinte à posse como senador deixou o PRTB e ingressou no PTB a convite de Roberto Jefferson.

No dia 8 de Junho de 2007 recebeu o título de cidadão da Paraíba, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado.

No dia 4 de março de 2009, Collor se tornou o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.

No dia 2 de setembro de 2009, foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras para ocupar a cadeira de número 20, deixada pelo médico Ib Gatto Falcão, falecido no ano anterior. Collor recebeu 22 dos 30 votos. A votação foi secreta. Oito acadêmicos votaram em branco.

Em 10 de maio de 2010, anunciou que é pré-candidato ao Governo de Alagoas pelo PTB apoiado por cinco partidos (PRB, PSL, PHS, PMN e PTC). Em sua campanha, declarou apoio a Dilma Rousseff, dizendo ser apoiado também por ela e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, seu jingle, que possui o trecho "é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor" causou grande constrangimento na campanha do PT, que indicou o vice na chapa do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).

Em seguida, uma decisão do TRE-AL proibiu Collor de citar os nomes de Lula e de Dilma em suas propagandas eleitorais. Apesar de omitir ambos os nomes na nova versão, Collor deixou implícita a mensagem de que Dilma e Lula o apoiam em Alagoas. "Não adianta, o povo sabe quem tá apoiando quem. O povo tá decidido e vai apoiar também". Collor perdeu a disputa para Teotônio Vilela Filho, reeleito Governador de Alagoas.

"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"

"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"

"é Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor"

Vamos tirar mais corruptus, agora acabou a farra!

- M

Adam
jun. 18, 2013 / 4 notas

Adam

jun. 18, 2013 / 1 nota
18/6/13 - PEC 37, ahan sei!
O projeto, conhecido como PEC da Impunidade, pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal, modificando a Constituição Brasileira. Na prática, se aprovada, a emenda praticamente inviabilizará investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado e violações de direitos humanos.
Os grandes escândalos sempre foram investigados e denunciados pelo Ministério Público, que atua em defesa da cidadania de forma independente. A PEC 37 atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito e pode impedir também que outros órgãos realizem investigações, como a Receita Federal, a Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o Tribunal de Contas da União (TCU), as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), entre outros.

Sem um acordo entre representantes do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF), deve ficar para o próximo semestre a votação da PEC 37.
 Se você também não quer deixar que esse retrocesso aconteça em nosso país, manifeste-se! Defenda a sociedade brasileira e ajude nessa luta contra o crime e a impunidade! Assine a petição eletrônica e participe desta mobilização nacional.
- M
jun. 18, 2013 / 2 notas

18/6/13 - PEC 37, ahan sei!

O projeto, conhecido como PEC da Impunidade, pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal, modificando a Constituição Brasileira. Na prática, se aprovada, a emenda praticamente inviabilizará investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado e violações de direitos humanos.

Os grandes escândalos sempre foram investigados e denunciados pelo Ministério Público, que atua em defesa da cidadania de forma independente. A PEC 37 atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito e pode impedir também que outros órgãos realizem investigações, como a Receita Federal, a Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o Tribunal de Contas da União (TCU), as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), entre outros.

Sem um acordo entre representantes do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF), deve ficar para o próximo semestre a votação da PEC 37.

Se você também não quer deixar que esse retrocesso aconteça em nosso país, manifeste-se! Defenda a sociedade brasileira e ajude nessa luta contra o crime e a impunidade! Assine a petição eletrônica e participe desta mobilização nacional.

- M

18/6/13 - Bruno Gagliasso, Fernanda Rodrigues, Maria Gadú, Thaila Ayala, Débora Nascimento eYasmin Brunet.
jun. 18, 2013

18/6/13 - Bruno Gagliasso, Fernanda Rodrigues, Maria Gadú, Thaila AyalaDébora Nascimento eYasmin Brunet.

18/6/13 - Sonho de Democracia 
Artigo do El País, um dos maiores jornais de prestigio da Espanha, relatou que o Brasil está vivendo o sonho da democracia. Segundo o artigo sobre as manifestações de Segunda (17) "um sonho de democracia, um despertar de anos de silêncio para expressar que não estão satisfeitos com a qualidade de vida que o governo lhes oferece, com a corrupção e com o uso indevido do dinheiro público, começando pelos milhares gastos na preparação da Copa do Mundo."
O El País  ainda disse que os brasileiros que continuarão protestando, não lutam contra uma ditadura e nem contra o governo.
"Eles querem mais. A grande incógnita é como vão consegui-lo, quem cristalizará este protesto sem líderes. Se existe uma angústia difusa nas ruas, essa angústia se traduziu em um alerta que chegou ao Palácio Presidencial, onde se senta a presidente Dilma Rousseff, antiga guerrilheira e lutadora contra a ditadura militar quando tinha a idade dos que esta noite tentaram ocupar o Congresso.”
Parece que o recado dos guerreiros chegou!
- M
jun. 18, 2013

18/6/13 - Sonho de Democracia 

Artigo do El País, um dos maiores jornais de prestigio da Espanha, relatou que o Brasil está vivendo o sonho da democracia. Segundo o artigo sobre as manifestações de Segunda (17) "um sonho de democracia, um despertar de anos de silêncio para expressar que não estão satisfeitos com a qualidade de vida que o governo lhes oferece, com a corrupção e com o uso indevido do dinheiro público, começando pelos milhares gastos na preparação da Copa do Mundo."

El País  ainda disse que os brasileiros que continuarão protestando, não lutam contra uma ditadura e nem contra o governo.

"Eles querem mais. A grande incógnita é como vão consegui-lo, quem cristalizará este protesto sem líderes. Se existe uma angústia difusa nas ruas, essa angústia se traduziu em um alerta que chegou ao Palácio Presidencial, onde se senta a presidente Dilma Rousseff, antiga guerrilheira e lutadora contra a ditadura militar quando tinha a idade dos que esta noite tentaram ocupar o Congresso.”


Parece que o recado dos guerreiros chegou!

- M

18/6/13 - #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta entrou nos Trending Topics do Twitter, para o orgulho de todos os brasileiros e brasileiras que estão indo as ruas para protestar. Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público aconteceram nesta segunda(17) em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte. Ao todo 12 capitais e pelo menos 14 municípios do interior.
- M
jun. 18, 2013

18/6/13 - #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta entrou nos Trending Topics do Twitter, para o orgulho de todos os brasileiros e brasileiras que estão indo as ruas para protestar. Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público aconteceram nesta segunda(17) em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte. Ao todo 12 capitais e pelo menos 14 municípios do interior.

- M